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gnl - O que é Web3 e como ela mudará a maneira como usamos a Internet?

gnl AT framalistes.org

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O que é Web3 e como ela mudará a maneira como usamos a Internet?


Chronological Thread  
  • From: pekman <pekman AT firemail.cc>
  • To: GNL <gnl AT framalistes.org>
  • Subject: O que é Web3 e como ela mudará a maneira como usamos a Internet?
  • Date: Fri, 17 Dec 2021 21:46:37 -0300
  • Organization: gnl


Uma nova internet?
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Mais uma palavra da moda está empolgando a internet: O chavão do
momento é Web3.

Mas o que exatamente é Web3? A revista britânica New Scientist fez um
levantamento das promessas, sonhos e riscos que estão sendo associados
e que envolvem o conceito.

Eis aqui o que você precisa saber.

O que é Web3?
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Basicamente, a ideia por trás da Web3 é pegar a Web (www, ou world wide
web) como a conhecemos e adicionar a tudo a tecnologia de registro
distribuído, ou cadeias de blocos (blockchain), a mesma usada pelas
criptomoedas.

Direito de propriedade na internet
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E por que alguém pensaria em fazer isso?

A web já foi vista como uma utopia, em que qualquer um poderia fazer
qualquer coisa, mas os proponentes da Web3 afirmam que a web hoje é
dominada por grandes corporações e algoritmos proprietários.

As cadeias de blocos podem levar para a internet o direito de
propriedade, e fazer isso de forma igualitária. "A Web3 é uma forma de
lidar com o trauma da perda de um ex-possível grande futuro para a
internet," disse Niels Ten Oever, da Universidade de Amsterdã, nos
Países Baixos, um dos defensores da ideia.

Por que Web3?
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A primeira web foi a tradicional world wide web, lançada por Tim
Berners-Lee em 1989, que permitia que pessoas com conhecimento técnico
colocassem informações online de forma descentralizada, e interligassem
essas informações por meio de hiperlinks.

O termo Web 2.0 foi cunhado por Darcy DiNucci em 1999 e mais tarde
popularizado e largamente "mercantilizado" por Tim O'Reilly durante uma
conferência em 2004. O movimento consistiu basicamente no
desenvolvimento de ferramentas fáceis de usar que permitiram a qualquer
pessoa criar conteúdo online, e não apenas especialistas, mas ao custo
da centralização no que viriam a se tornar os "gigantes da tecnologia"
que temos hoje, como Meta (Facebook) e Google.

A Web3 começa definindo sua própria tendência e tentando se livrar da
mercantilização ao abandonar o ".0" e o espaço. Mas seu principal
apelo, segundo seus apoiadores, é permitir o melhor dos dois mundos
anteriores: Ferramentas descentralizadas, facilidade de uso e
manutenção dos direitos de cada um sobre o próprio conteúdo.

Como começar?
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O núcleo da Web3 serão os aplicativos distribuídos, o que já significa
mais um termo para se acostumar: dapps (Distributed APPlications). Eles
serão construídos desde o princípio usando a cadeia de blocos Ethereum,
que paga aos usuários que ajudam a manter sua rede online.

A ideia é que os aplicativos distribuídos tenham um papel semelhante
aos das lojas, como a AppStore (Apple) e a PlayStore (Google).
"Precisamos que o atrito seja removido e se criem casos de uso
abrangentes, o que acontecerá quando mais desenvolvedores independentes
começarem a lançar mais dapps construídos sobre as cadeias de bloco,"
defende Zoe Scaman, fundadora do estúdio de estratégia Bodacious e
defensora da Web3.

Quais dapps já estão disponíveis?
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Dos cinco principais dapps no momento, o mais popular é aquele que
permite às pessoas trocarem criptomoedas, enquanto outro é para
negociar tokens não-fungíveis (NFTs). Os outros três são jogos,
semelhantes aos sucessos iniciais da AppStore, mas com uma diferença
fundamental: Você pode ser pago em criptomoedas para jogá-los.

O que vai mudar na internet?
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Os defensores da Web3 afirmam que sua proposta é criar um novo futuro
ousado, projetado para tirar o controle das grandes plataformas de
tecnologia e colocar o poder nas mãos dos cidadãos comuns: Uma internet
descentralizada, onde o poder das pessoas supera o poder das empresas.

É claro que nem todos concordam em tudo, alguns afirmando, por exemplo,
que uma arquitetura distribuída e a descentralização seriam possíveis e
melhor alcançadas sem as cadeias de bloco.

"Se você construir uma arquitetura distribuída em uma infraestrutura
centralizada, não estará descentralizando repentinamente a
infraestrutura," critica Ten Oever. Embora a infraestrutura da web seja
nominalmente descentralizada, na prática grande parte da internet roda
em servidores hospedados por um punhado de empresas, como a Amazon - e
o mesmo está acontecendo com a Web3, diz ele, já que as pessoas rodam
dapps hospedados por apenas alguns provedores.

É certo que, como em todo novo empreendimento, há problemas que
precisam ser resolvidos, e novos sempre surgem pelo caminho. Assim como
aconteceu com a Web 2.0, o termo Web3 já está sendo rapidamente
reivindicado por aqueles que estão tentando ganhar dinheiro rápido.

"Sempre haverá pessoas tentando ganhar dinheiro," reconheceu Scaman,
"Mas também há pessoas incrivelmente talentosas construindo coisas
incríveis."


Fonte:
https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=o-web3-como-ela-mudara-maneira-como-usamos-internet&id=010150211217
--
atentamente,
@pekman



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